agosto 31st, 2010

Música

by Eduardo R. V.

Música é uma his­tó­ria sem ves­tí­gio de ori­gem. Sim­ples­mente pen­sei numa situ­a­ção e come­cei a escre­ver den­tro dessa situ­a­ção. Tal­vez influ­en­ci­ado um pouco pela vivên­cia ao meu redor.

Con­tada em tempo ana­crô­nico, ou não; você pode esco­lher. Ten­tei dar a his­tó­ria a capa­ci­dade de ter o meu final e finais alter­na­ti­vos de acordo com a sua inter­pre­ta­ção, sua von­tade. A última frase da his­tó­ria é para mos­trar o meu final, que pode não ser nada pela sua inter­pre­ta­ção. Divirta-se entendendo.

setembro 3rd, 2010

Criaturas Estranhas

by Eduardo R. V.

Um dia des­ses, eu estava tran­quilo escre­vendo em meu diá­rio. Estava no ter­raço de casa. Total­mente des­pre­o­cu­pado. O vento soprava frio e suave, bem como eu gosto. Isso me acalma. De certa forma até me ale­gra. É como se a morte esti­vesse ten­tando me bei­jar. A Liber­dade das Agonias!

Terça-feira dia 14 de novem­bro de 2006.

Ao che­gar à escola fui pego de sur­presa por uma prova. Nunca mais mato aula!

setembro 3rd, 2010

Cisterna

by Eduardo R. V.

1

Ana} Está bem, vou falar que acre­dito. Assim fica mais feliz?

Mário} Não fui em quem falou, só con­tei para você. Quem me con­tou, me con­tou assim mesmo. Se você vai acre­di­tar ou não é com você.

Ana} E você acre­di­tou? Isso é esqui­sito. Você sabe.

Mário} Vai dizer que nunca soube de nin­guém ter caído numa cis­terna? Pode não ser muito comum, mas acontece.

Ana} Não é isso… é a outra parte. A das brin­ca­dei­ras. Não acre­dito nessa parte.

Ana} Explica nova­mente como elas caíram.

setembro 3rd, 2010

Gênio por partes

by Eduardo R. V.

Não ques­ti­one a geni­a­li­dade,
Ques­ti­one o gênio, para com­pre­en­der
Sua inti­mi­dade, e che­gar
A sua geni­a­li­dade,

setembro 3rd, 2010

Amores por você

by Eduardo R. V.

Teu sor­riso é lindo…
Teu olhar é único…
Teu beijo é vici­oso…
Teu corpo é cha­ma­tivo…

setembro 3rd, 2010

Amor reprimido

by Eduardo R. V.

Con­tando os giros do reló­gio de
Parede, con­tando as pis­ca­das do
Reló­gio digi­tal. Sem nada para fazer,
Sem nada para pen­sar. Nada com

setembro 3rd, 2010

Embora

by Eduardo R. V.

É amor para quei­mar
virar pai­xão
incen­diar a soli­dão
o corpo e a can­ção,

setembro 3rd, 2010

Olhos Marejados

by Eduardo R. V.

Olá. Fiquei sabendo que foi ao vento algo que muito pre­zava. E escrevo para fazer alguns pedi­dos, den­tre os quais o mais impor­tante é, não chore. Não vale lamen­tar por cer­tas per­das, ao con­trá­rio, sor­ria por ter agora um espaço para mais coi­sas den­tro de você. Não sei ao certo o tama­nho do que se foi, porém penso que, se tiver sido algo grande, terá muito espaço para reno­va­ção den­tro de você. Pense nisso.

Tem mais. Aos outros pedi­dos. Se for ficar na cama, refle­tindo, seja ape­nas uma noite, para logo dor­mir e sonhar, sonhar uma última vez com o que se foi e guardá-lo no baú, para assim seguir com a vida. Ten­tar uma reno­va­ção. Ah, preste bas­tante aten­ção no sonho que terá, anote-o em algum lugar que você use rara­mente, para lem­brar, não sem­pre, mais sem que­rer do que foi con­for­tá­vel ou só impor­tante ou mesmo doloroso.

Esta­mos quase aca­bando com os pedi­dos. E se foram aten­di­dos terão até prê­mios, hein!?

Sabe aquele lugar em que sentimo-nos melhor, ESQUEÇA-O! Esse lugar pode tra­zes mui­tas lem­bran­ças que eu não gos­ta­ria que você tivesse. Lembre-se que eu já pas­sei pelo que está pas­sando, não sei se menos ou mais, mas sei que foi difí­cil, não minto, con­tudo a con­fi­ança em algu­mas pes­soas, que tanto aumen­tou, fez valer a pena alguns minu­tos de sofri­mento ante as horas da vida. Digo com isso que saia um pouco, de começo só, para are­jar a mente, refres­car as ideias, tomar deci­sões sem influên­cias [há certa ambi­gui­dade e estra­nheza, admito eu] para que sinta que foi você a tomar o cami­nho e que não pre­ci­sará de nin­guém para ajudá-la a ficar de pé neste caminho.

Por fim, último pedido. Quero dizer que você vinha até mim quando eu pre­ci­sava, vinha pes­so­al­mente e sinto eu mui­tís­simo por não poder ir até você da mesma forma, mas vou atra­vés desta carta de uma maneira que eu sen­tia que você vinha para mim, pela leal­dade. Era mara­vi­lhoso sen­tir que pode­ria con­tar con­tigo para tudo e vinha você para minha casa com o corpo e a ami­zade incor­po­rada, mas agora eu não posso ir de corpo, entre­tanto envio-lhe minha ami­zade, que agora segura em mãos e guar­dará com cari­nho, afeto e zelo.

De Alguém
Para os Olhos Mare­ja­dos

setembro 3rd, 2010

Você muda

by Eduardo R. V.

Con­trole ausente
per­der de vista a visão
não escu­tar os ouvi­dos
[res­pi­ra­ção]

setembro 3rd, 2010

Quem quiser ouvir

by Eduardo R. V.

Eu tra­ba­lhava, ainda tra­ba­lho, quero dizer que naquele dia estava tra­ba­lhando. Pela manhã. Lá em casa, na favela, a poli­cia agia de novo por algum motivo que não pare­cia o mais certo. Nin­guém tinha como me avi­sar, tra­ba­lho longe de cara e fazia uma entrega quando os fatos começaram.

Quando a poli­cia botou o pé no morro, os caras des­ce­ram bala e a poli­cia não pensa duas vezes antes de revi­dar, aí qual­quer um pode virar ban­dido pra levar.

Penso não se isto tem fim, mas em como come­çou. Quem foi a des­graça que fez vista grossa pro pri­meiro fuzil que subiu os mor­ros da cidade. O fim está longe…

Naquele dia minha irmã vol­tava com ami­gas da escola. Das cinco, uma sobre­vi­veu. Segundo os poliça, eram infor­man­tes do trá­fico. Minha irmã que nunca usou dro­gas estava com dois qui­los de maco­nha na mochila.

para Quem qui­ser ouvir
de uma voz que parou de falar

setembro 2nd, 2010

Brisa passada, localizando no tempo

by Eduardo R. V.

Diga-me onde está você
que eu vou até aí,
mas, por favor,
não me diga que está no meu